Madri confirma 30 casos de varíola dos macacos; 39 estão sob suspeita
A Comunidade de Madri confirmou, neste sábado (21), 30 casos de varíola dos macacos com PCR positivo e outros 39 suspeitos que estão em estudo, o que faz da região o foco de contágio na Espanha, e a eles se somam outros casos que são investigados em mais seis regiões.
As autoridades sanitárias continuam à espera da confirmação desses casos suspeitos, que se juntam ao primeiro, detectado nas ilhas Canárias, e ao surto em Madri, o maior até o momento.
Na capital espanhola, o trabalho de rastreamento realizado pela saúde pública determinou que a maioria dos casos confirmados está associada a uma sauna, que foi fechada ontem.
A maior parte das confirmações vem das autoridades regionais de saúde, já que, até agora, o Ministério da Saúde confirmou apenas sete casos; o restante das amostras dos pacientes suspeitos está em processo de sequenciamento.
Fontes desse departamento explicam à Agência Efe que o vírus da varíola dos macacos necessita muito mais tempo para ser sequenciado do que outros como o Sars-CoV-2. Por esse motivo não esperam resultados definitivos até a próxima quarta-feira (25).
As pessoas infectadas ou sob investigação terão que se isolar em casa e só poderão sair para consulta médica, enquanto seus contatos não devem ficar em quarentena, mas reduzir as interações e usar constantemente máscara, de acordo com o protocolo desenvolvido pelos técnicos do Sistema Nacional de Saúde espanhol.
O documento lembra que esta é a primeira vez que cadeias de transmissão foram relatadas na Europa sem ligações epidemiológicas conhecidas com a África Ocidental ou Central e que a maioria dos casos detectados nos últimos dias na Espanha e em outros países ocorreu em homens que mantinham relacionamentos de risco com outros homens.
A varíola dos macacos é uma doença contagiosa que se espalha entre as pessoas por grandes gotículas respiratórias durante o contato cara a cara direto e prolongado, o contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada ou com objetos contaminados e até mesmo de mãe para filho.
Fonte: Portal R7 – Por EFE – Foto: Vírus precisa de muito mais tempo para ser sequenciado do que outros como o Sars-CoV-2 – OMS/Centro de Controle de Doenças da Nigéria
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