José Dumont: ator preso por estupro atuou em filmes clássicos do cinema brasileiro

O ator José Dumont, de 75 anos, preso nesta quarta-feira (4) após ser condenado pelo crime de estupro de vulnerável, atuou em alguns clássicos do cinema brasileiro, principalmente nas décadas de 70 e 80.

Ele foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão por um crime cometido em 2022. O ator foi flagrado por câmeras de segurança mantendo contatos íntimos com um menino de 11 anos, filho de uma ambulante que trabalhava nas proximidades do edifício onde morava.

Sentença detalha que José Dumont beijou e apalpou menino de 14 anos e pediu sigilo: ‘Nosso segredinho’
Decisão aponta que ator praticou atos libidinosos em pelo menos duas ocasiões; imagens de câmeras e depoimento da vítima sustentaram a condenação. Ator, segundo vítima, pediu sigilo sobre o que acontecia.

Durante a investigação, a polícia encontrou fotos e vídeos contendo pornografia infantil armazenados no celular e no computador de Dumont.

Os filmes de José Dumont

O primeiro papel do ator nas telonas foi em 1977, como um prisioneiro em Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, de Hector Babenco. No mesmo ano, ele foi o protagonista de Morte e Vida Severina, adaptação de Zelito Viana para os poemas de João Cabral de Melo Neto.

Nos anos 80, Dumont participou de outras duas adaptações de clássicos da literatura: Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos, e A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, além de Os Trapalhões no Auto da Compadecida, a versão do quarteto da obra de Ariano Suassuna.

Mas o seu principal trabalho foi como o poeta Deraldo em O Homem Que Virou Suco, dirigido por João Batista de Andrade em 1980.

Nos anos 90, ele voltou a trabalhar com Babenco em Brincando nos Campos do Senhor. Na década seguinte, atuou no mega sucesso 2 Filhos de Francisco, além de participar de Abril Despedaçado, de Walter Salles.

José Dumont também trabalhou com Wagner Moura e Selton Mello em Trash: A Esperança Vem do Lixo, de 2014. Os seus últimos filmes foram Tungstênio, de 2018, Curral e Rosa Tirana, ambos de 2020.

Fonte: Portal R7 – Por Lello Lopes – Foto: Divulgação

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