Vazamento do Credit Suisse expõe fortunas de US$ 100 bilhões
Maior símbolo do país, o sigilo suíço acaba de sofrer forte abalo, por conta do vazamento de, pelo menos, 18 mil contas bancárias, entre as quais de chefes de Estado, funcionários do setor de inteligência, empresários, totalizando um montante superior a US$ 100 bilhões, estima o jornal alemão Süddeutsche Zeitung.
Contas da década de 40 – Os dados – compartilhados pelo veículo germânico ao grupo jornalístico sem fins lucrativos “Organized Crime and Corruption Reporting Project”, além de outras 46 outras organizações de notícias de várias partes do mundo, incluindo o ‘The New York Times’ – se referem a contas abertas desde a década de 40 até 2010.
‘Lista de ouro’ – Na lista, figuram nomes, como o rei Abdullah II, da Jordânia; os dois filhos do ex-ditador egípcio Hosni Mubarak, entre outros, mas também mantinha sigilo de atividades de pessoas ligadas ao financiamento de guerras, como a do Afeganistão, ou a escândalos de corrupção por parte de autoridades venezuelanas.
Credit Suisse rebate – O banco, por sua vez, alegou, em comunicado que o “o Credit Suisse rejeita veementemente as alegações e inferências sobre as supostas práticas comerciais do banco”, acrescentando como justificativa, o fato de que “muitas das contas vazadas datam de décadas de uma época em que as leis, práticas e expectativas das instituições financeiras eram muito diferentes de onde estão agora”.
‘Devidas diligências’ – A instituição helvética conclui o documento, afirmando que em relação às “contas ativas restantes, estamos confiantes de que foram tomadas as devidas diligências, revisões e outras medidas relacionadas ao controle, incluindo o fechamento de contas pendentes.
Fonte: Portal Capitalist – Foto: Divulgação